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Visual Merchandising: o que é e como aplicar

Você sabia que adicionar um elemento visual à comunicação aumenta em até 65% a lembrança da mensagem? Segundo o Dr. John J. Medina, especialista em desenvolvimento molecular, esse tipo de estratégia é mais eficaz do que usar apenas texto  – e é por isso que tantas lojas investem em Visual Merchandising. 

Os fatores biológicos não estão sozinhos nessa explicação. Uma pesquisa realizada pela Nielsen em 2015, mostra que 70% das decisões de compras foram tomadas na frente da gôndola. Dessas, 50% aconteceram no "piloto automático", ou seja: quando o consumidor adquire o produto por impulso.

Logo, empresas que desejam maximizar o apelo visual e impulsionar as vendas devem planejar o layout da loja física como um todo, das vitrines aos corredores. Para isso serve o Visual Merchandising.

O que é Visual Merchandising?

O termo Visual Merchandising surgiu na década de 80 como uma tentativa dos lojistas para atrair os clientes de forma criativa em meio à recessão global e à ameaça do comércio eletrônico. Esses desafios continuam atuais, uma vez que as empresas não competem apenas nas lojas físicas, mas também no ambiente online: em 2022, o e-commerce teve alta 24% no número de consumidores e faturou R$ 262 bilhões, um recorde no setor.

Em linhas gerais, essas técnicas ajudam a vender produtos por meio de apelo visual. Aqui, o ditado "a primeira impressão é a que fica" ganha mais peso, pois o objetivo é fazer com que o consumidor tenha uma boa impressão assim que ele passa em frente à loja. 

Por isso, essa estratégia visa dispor as mercadorias de uma maneira que reforce a imagem da marca, motivando os consumidores a comprar por meio do uso do marketing sensorial, – uma forma de estimular os cinco sentidos a fim de despertar uma conexão com o público. 

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Vantagens do Visual Merchandising

O Visual Merchandising vai além de gerar impactos positivos na relação entre empresa-cliente. Seu principal objetivo é aumentar as vendas e a satisfação dos consumidores, transformando-os em compradores recorrentes e leais.

Dessa forma, entendemos que essa estratégia traz benefícios como:

  • Aumento das vendas: quanto mais o cliente se sentir confortável, mais tempo ele costuma ficar no mesmo espaço. Se isso acontece em uma loja, por exemplo, aumentam as chances de venda. Ao mesmo tempo, ao perceber valor na oportunidade de compra, o consumidor costuma voltar.
  • Melhor experiência do cliente: 93% consideram a experiência um fator importante ou muito importante em um processo de compra. Ou seja, a marca precisa usar o Visual Merchandising para causar uma boa impressão e tornar esse momento algo prazeroso, que traz relaxamento e satisfação. Tudo isso gera conexão e lealdade à marca.
  • Construção da identidade: parte dessa técnica envolve ter elementos em comum em diferentes lojas físicas. Por exemplo, toda loja da Starbucks tem um visual moderno e clean, mas com mesas e cadeiras confortáveis para as pessoas passarem mais tempo lá.  Muitos vão até a cafeteria justamente por isso, o que a coloca em um patamar acima da concorrência. 

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Onde e como aplicar o Visual Merchandising

Uma vez que o Visual Merchandising visa captar a atenção e envolver o consumidor em uma experiência de compra facilitada, é necessário saber como e onde aplicar essas técnicas. 

1) Vitrine

Pense nesse espaço como o "cartão de visitas" da sua loja. Segundo o Sebrae, até 80% das vendas podem ser motivadas pela vitrine e o consumidor leva, em média, 30 segundos, para despertar o interesse diante de uma vitrine. Logo, é preciso usar as técnicas de Visual Merchandising para fazer a exposição correta dos produtos.

As vitrines devem ser atualizadas de forma periódica, acompanhando as tendências do mercado, as necessidades do cliente e também as datas comemorativas. Especialistas recomendam que o projeto não fique mais de 15 ou 30 dias sem nenhuma mudança  – ainda que você mantenha alguns produtos por um prazo maior, é indicado trocar alguns itens para transmitir a sensação de novidade. 

Também é necessário investir em uma boa iluminação para destacar peças especiais e criar uma ideia de profundidade, sombra, realçando formas e cores. Outra recomendação é agrupar os itens que combinam, o chamado "cross merchandising", para tornar a experiência de compra mais conveniente para seus clientes. Isso pode inspirar ideias ou lembrá-los de itens adicionais de que precisam.

Por exemplo: uma loja de roupas de banho deve mostrar além dos biquínis e sungas. Ajuste o espaço com uma iluminação quente, para remeter a ideia de praia, e inclua outros produtos como cangas, bonés ou protetores solares para ajudar a compor o visual.

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2) Design da loja

Existem algumas dicas universais para criar um bom design interno da loja, incluindo acessibilidade na locomoção, informações visíveis de preços e tamanhos, provadores com espaço e estrutura, além de iluminação suficiente.

Outro foco deve ser os corredores. A melhor forma é dividí-los de acordo com a categoria do produto para facilitar a busca do consumidor, o que também dá uma aparência mais consistente para o espaço. As pessoas achariam estranho ver itens de cozinha do lado de peças para carro, não acha? 

Porém, algumas lojas estão indo além e criando "espaços instagramaveis": locais dentro da loja que atraiam a atenção das pessoas e façam elas quererem registrar de alguma forma. Além de se beneficiar da divulgação gratuita feita pelos clientes, isso cria uma maior relação entre a marca e o consumidor. 

Um exemplo é a loja de doces PikurruchA'S, na zona Oeste de São Paulo, que investiu mais de R$ 160 mil para forrar uma parede com 70 mil flores artificiais, enquanto outra parede dispõe 200 ursos de pelúcia. Já a cor rosa está presente desde a fachada até às cápsulas de café, reforçando a identidade da marca. 

3) Apelo para os cinco sentidos

Os princípios do marketing sensorial devem também ser aplicados dentro do Visual Merchandising, atraindo clientes por meio de estímulos. Isso cria um vínculo emocional com o público e uma identidade única para a loja, que passa a ser conhecida por determinada característica.

Um exemplo é a Melissa, marca de sandálias. Todas as lojas e produtos vendidos são desenvolvidos para infundir um cheiro doce e distinto de chiclete, que dura entre meses e anos. Isso faz parte da experiência que é comprar um sapato da marca, reforçando a importância das emoções vividas pelo consumidor a partir do momento em que ele entra na loja. 

É possível explorar esse e os outros sentidos das seguintes maneiras:

  • Paladar: oferta de drinks, pequenos lanches ou doces dentro da loja. Essa técnica não é exclusiva de restaurantes, sendo muito usada em salões de beleza – ao oferecer um café de qualidade ou biscoitos durante o procedimento, o estabelecimento eleva a experiência.
  • Olfato: além do exemplo da Melissa, outras lojas ligam o odor à memória, como a Abercrombie & Fitch, que vende seu próprio perfume nas lojas. Situações mais fáceis de reproduzir envolvem o cheiro de pão e doces em padarias.
  • Visão: reforça a identidade visual da marca com sua aplicação através de cores e formas.
  • Audição: uso de playlist que combina com a loja ou criação de rádios indoor (técnica muito comum dentro de supermercados). 

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4) Espaços vazios

Na ânsia de expor o máximo de produtos possíveis, muitos lojistas cometem o erro de encher todos os espaços possíveis com itens. Lembre-se: no Visual Merchandising, menos é mais. Do contrário, pode passar uma mensagem errada, transmitindo a sensação de bagunça. 

O cérebro tem capacidade limitada de processamento e o excesso de informações pode levar a fadiga, estresse, ansiedade e exaustão – sentimentos que a empresa não quer ser associada. Logo, permita que o cliente respire criando espaços vazios.  

Outro benefício dessa técnica é que ela também ajudam a agregar valor ao produto que está sendo vendido, dando destaque a determinados produtos. Ao mesmo tempo, pode passar sensação de exclusividade, por isso lojas de grife costumam ser minimalistas. Só tenha cuidado para que o vazio não transmita a sensação de monotonia.

Visual Merchandising: faça sua loja se destacar

Em um mundo cada vez mais competitivo, tanto no ambiente físico quanto no online, as empresas enfrentam o desafio de atrair e manter seus clientes. O visual merchandising vem como uma ferramenta crucial nesse cenário, oferecendo um conjunto de estratégias que aprimoram a presença da marca, otimizam a experiência do cliente e impulsionam as vendas.

As vitrines bem projetadas, com corredores cuidadosamente planejados e a exploração dos sentidos são elementos-chave para envolver os clientes de maneira mais profunda. Essas estratégias ajudam a contar a história da marca, conectando-se emocionalmente com os consumidores e construindo um relacionamento duradouro.

Além disso, o visual merchandising permite que as empresas tirem o máximo proveito do espaço disponível, destacando produtos ou seções específicas que desejam promover. Isso não apenas impulsiona as vendas desses itens, mas também ajuda a orientar os clientes dentro da loja, facilitando a descoberta de produtos e tornando a experiência de compra mais agradável.

Em resumo, o visual merchandising é um investimento valioso para as empresas que desejam se destacar em um mercado competitivo. Ao aplicar estratégias de VM de forma inteligente, as empresas podem reforçar sua identidade, melhorar a experiência do cliente e, por fim, aumentar as vendas. 

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Publicado em 06 de novembro de 2023.

Revisado e validado por Susana Meijomil, Inbound Content Marketing Manager em InboundCycle

FAQ sobre visual merchandising

  • O que é visual merchandising?

    Em linhas gerais, são técnicas que ajudam a vender produtos por meio de apelo visual. Essa estratégia visa dispor as mercadorias de uma maneira que reforce a imagem da marca, motivando os consumidores a comprar por meio do uso do marketing sensorial, despertando uma conexão com o público através do estímulo dos sentidos.

  • Para que serve o visual merchandising?

    O Visual Merchandising vai além de gerar impactos positivos na relação entre empresa-cliente. Seu principal objetivo é aumentar as vendas e a satisfação dos consumidores, transformando-os em compradores recorrentes e leais. O VM também ajuda na construção de identidade das marcas.

  • Como aplicar o visual merchandising?

    O primeiro local de atenção deve ser a vitrine, que pode motivar até 80% das vendas. Elas devem ser atualizadas de forma periódica, acompanhando as tendências do mercado, as necessidades do cliente e também as datas comemorativas. O design da loja também deve ser pensado para criar conforto para o cliente, com apelo para os cinco sentidos e com espaços vazios para evitar a sensação de fadiga e estresse. 

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