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O que é SERP: como funciona a página de resultados do Google

Se você pesquisou "o que é SERP" no Google Brasil, provavelmente viu resultados sobre o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos — um sistema jurídico de cartórios regulado pelo CNJ. Neste artigo, falamos de SERP no contexto de SEO e mecanismos de busca, não do sistema de registros públicos.

Feita essa distinção, aqui vai um dado que muda a perspectiva: apenas 1,19% das buscas no Google retornam os 10 links azuis clássicos (Semrush Sensor, 2025). Os outros 98,81% misturam resultados orgânicos, anúncios, vídeos, mapas, snippets destacados e — desde maio de 2024 — respostas geradas por inteligência artificial.

A SERP deixou de ser uma lista e se tornou uma superfície de respostas. Entender como ela funciona é o primeiro passo para qualquer estratégia de visibilidade — e GEO SEO no contexto de como funcionam os buscadores é onde tudo começa.

Neste artigo, você vai encontrar a anatomia completa da SERP moderna, como o Google decide o que mostrar, o impacto dos AI Overviews e 26 anos de evolução resumidos num único lugar.

O que é uma SERP e quais elementos ela contém

Uma SERP (Search Engine Results Page) é a página que um motor de busca exibe em resposta a uma consulta. A SERP moderna do Google combina resultados orgânicos, anúncios, elementos enriquecidos como Featured Snippets ou Knowledge Panels, e — desde 2024 — respostas geradas por inteligência artificial.

Antes de avançar, uma nota importante para quem pesquisa no Brasil. A sigla "SERP" tem dois significados completamente diferentes, dependendo do contexto:

  Marketing digital (global) Jurídico (Brasil)
Nome completo Search Engine Results Page Sistema Eletrônico dos Registros Públicos
Regulado por Algoritmo do buscador Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ)
Legislação Nenhuma (governança algorítmica) Lei Federal nº 14.382/2022
Objetivo Recuperação de informação e entrega de respostas Modernização de registros públicos e cartórios

Se o seu interesse é o sistema de cartórios, o portal oficial é o serp.registros.org.br. A partir daqui, todo o artigo trata da SERP de mecanismos de busca.

E por que o foco é no Google? Porque ele detém entre 86% e 96% do mercado de busca no Brasil, dependendo do dispositivo e do período (Statcounter, 2025-2026). Na prática, otimizar para o Google é otimizar para quase toda a audiência de busca brasileira.

Os 15 tipos de resultados que você encontra hoje

Se você trabalha com marketing digital há algum tempo, provavelmente já percebeu que a página de resultados do Google não se parece com a de 5 anos atrás. Hoje, 15 famílias de elementos competem por espaço na mesma SERP:

Elemento Frequência
Related Searches 95,54%
Sitelinks 77,48%
People Also Ask (PAA) 67,79%
Imagens 50,63%
Vídeos 46,65%
Video Carousel 26,87%
Knowledge Panel 23,83%
Image Pack 23,01%
Local Pack 17,62%
AI Overviews 8,19%*
Featured Snippets ~15%
Shopping / Popular Products variável por query
Top Stories / News variável por query
Discussions and Forums crescente desde 2023
SERPs sem nenhum elemento especial 1,19%

Fonte: Semrush Sensor (outubro 2025) e Ahrefs (2025). *A prevalência de AI Overviews é a métrica mais volátil: 8,19% é o dado do Semrush Sensor nesse momento, mas estudos agregados de fins de 2025 situam o intervalo em 15-25% das buscas desktop nos EUA (Pew Research, a única medição independente, reportou 18%).

Um detalhe que vale guardar: "SERP features" e "Rich Results" não são sinônimos. SERP features é o termo guarda-chuva que inclui tudo — Featured Snippets, AI Overviews, Knowledge Panels, Local Packs. Rich Results são um subconjunto específico, vinculado a dados estruturados (schema markup), que habilita formatos visuais como estrelas de avaliação ou cards de receita.

Confundir os dois termos prejudica a análise porque leva a otimizar para o tipo errado de visibilidade.

Os elementos que mais impactam sua visibilidade

Featured Snippets aparecem em 15-20% das buscas, com o formato parágrafo representando ~70% dos casos. Quando um snippet está presente, o CTR (taxa de cliques) da posição #1 cai de 26% para 19,6% (Ahrefs, estudo com 2 milhões de snippets).

O cenário está mudando rápido: em SERPs com AI Overviews, a presença de snippets caiu de 34,12% para 18,45% entre março e novembro de 2025 (Semrush, 2025). O Google parece tratar os AI Overviews como substituto parcial dos snippets, não como um complemento.

People Also Ask (PAA), ou Pessoas Também Perguntam, aparece em 50-70% das buscas, mas gera apenas 3% de cliques (Backlinko, n=454). Começa com 4 perguntas e cada clique gera 2-3 adicionais, recursivamente. O valor do PAA não está nos cliques — está na visibilidade de marca e na cobertura temática.

O Knowledge Panel, lançado em maio de 2012 com mais de 500 milhões de objetos e 3,5 bilhões de fatos, marcou a transição do Google de "palavras" para "entidades". Para empresas B2B, ter um Knowledge Panel é sinal primário de autoridade e confiança.

Local Pack captura 44% dos cliques em buscas com intenção local. O Google reporta mais de 6,5 bilhões de conexões mensais para negócios — chamadas, direções, reservas (Google, 2024). Para PMEs brasileiras com presença física, o Local Pack é uma superfície de receita.

Imagens e vídeos aparecem em mais da metade das SERPs. O YouTube é o destino #1 de buscas em vários mercados, e o Google Lens processa cerca de 12 bilhões de buscas visuais por mês (Google I/O, 2024). Até assistentes de voz leem Featured Snippets e Knowledge Panels em voz alta — outro canal onde esses elementos determinam o que o usuário ouve.


Saber quais elementos existem é importante, mas a pergunta que realmente importa é: como o Google decide quais deles mostrar para cada busca?

Como o Google decide o que mostrar para você

O Google processa cada busca em 3 fases: primeiro rastreia e descobre páginas (crawling), depois as analisa e armazena (indexing), e finalmente as ordena e apresenta segundo a intenção do usuário (serving). Tudo é automático — o Google não aceita pagamentos para rastrear mais ou posicionar melhor.

Olhe esse dado e pense num bibliotecário. Ele percorre as estantes e descobre todos os livros (crawling), cataloga cada um por tema e autor (indexing), e, quando você chega com uma pergunta, traz os mais relevantes na ordem que considera mais útil (serving).

Rastreamento, indexação e classificação — o modelo oficial

Segundo a documentação oficial do Google Search Central, o processo tem 3 etapas:

  1. Crawling — o Googlebot descobre e baixa o conteúdo de páginas via links e sitemaps. Ele renderiza JavaScript usando uma versão recente do Chrome.
  2. Indexação — o Google analisa e armazena o conteúdo (texto, imagens, vídeos, atributos alt, relações canônicas) no índice.
  3. Serving — o Google combina a consulta do usuário com as páginas relevantes e monta a SERP.

Uma página pode falhar muito antes de os "fatores de ranking" importarem. Se o Google não consegue rastreá-la, renderizá-la ou entender sua versão canônica, ela nunca compete de verdade.

Em 2019, o Google lançou o BERT — um sistema que lê texto bidirecionalmente e entende preposições que mudam o sentido (Google Blog, 2019). O exemplo oficial é revelador para quem trabalha no Brasil: para a busca "2019 brazil traveler to usa need a visa", o BERT entende que o viajante é brasileiro indo para os EUA, não o contrário.

Ainda hoje, 15% das buscas diárias são queries que o Google nunca viu antes — por isso precisa de sistemas que generalizam, não que memorizam.

Os sistemas de ranking que determinam a ordem

E agora vem a parte que realmente importa para quem gerencia marketing: o que determina a posição de cada resultado? O Google não publica uma lista de "200 fatores de ranking". Em vez disso, documenta sistemas que usam sinais a nível de página e de site:

Sistema Ano Propósito
PageRank 1998 Autoridade via links
Hummingbird 2013 Reescrita semântica de queries
RankBrain 2015 Sinais de comportamento do usuário (ML)
BERT 2019 Compreensão bidirecional de linguagem natural
E-E-A-T dez. 2022 Diretrizes de qualidade (Experience, Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness)
Helpful Content 2022 Qualidade e originalidade do conteúdo
AI Overviews mai. 2024 Respostas generativas no topo da SERP

As quatro entidades que mais afetam a SERP: Googlebot (crawling), PageRank (autoridade via links), Hummingbird (semântica) e RankBrain (sinais do usuário).

Sobre o E-E-A-T: Trust é o pilar mais importante, mas o Google diz que não é fator de ranking direto — informa os sistemas que são. Nosso guia de GEO e AEO aprofunda o tema.

Um fato confirmado no julgamento antitruste de 2024 e no vazamento da API do Google: cliques impactam o ranking. O SEO on-page trabalha os sinais dentro da página, enquanto o SEO off-page explica por que os links continuam importando para o PageRank.

A intenção de busca determina a SERP

A composição da SERP se adapta à intenção por trás da query. Broder (2002) definiu três tipos: navegacional, informacional e transacional.

Jansen et al. (2008) confirmaram que mais de 80% das queries são informacionais.

Na prática, cada intenção gera uma SERP diferente:

Intenção Composição típica da SERP
Informacional AI Overview + Featured Snippet + PAA + artigos orgânicos
Navegacional Sitelinks + Knowledge Panel + resultado da marca
Comercial Listicles + comparações + reviews + vídeos
Transacional Shopping ads + páginas de produto com schema
Local Local Pack (3-pack) + mapa

Um estudo de eye-tracking do NN/g (2020) mostrou que as SERPs modernas geram um padrão de leitura "pinball" — o olhar salta entre módulos em vez do clássico padrão F.


Até aqui, entendemos o que é uma SERP e como o Google monta cada uma. Mas o que acontece quando a resposta aparece diretamente na página de resultados — e o usuário nem precisa clicar?

AI Overviews, zero-click e a SERP que já não gera cliques

Desde maio de 2024, o Google exibe AI Overviews em aproximadamente 15-25% das buscas — resumos gerados por IA que respondem à pergunta diretamente na SERP. Combinados com Featured Snippets e Knowledge Panels, dispararam as buscas que terminam sem que o usuário clique em nenhum resultado.

Olhe esse dado: a prevalência dos AI Overviews é a métrica mais volátil do SEO hoje. O Pew Research Center — a única medição totalmente independente — registrou 18% das buscas nos EUA com AI Overviews em março de 2025 (n=900 adultos, 68.879 buscas).

Dados de vendors variam de 8,19% a 25% dependendo da amostra e da data.

O impacto no CTR é severo. A Ahrefs mediu uma queda de −34,5% no CTR do resultado #1 quando há AI Overview (300.000 keywords, abril 2025).

Na ponta mais extrema, a Authoritas reportou −79% em sua submissão ao regulador britânico (2025). E o comportamento pós-clique também muda: os usuários são 62,5% mais propensos a encerrar completamente a sessão de navegação após ver um AI Overview.

Agora, com certeza você está pensando: se o Google está mostrando a resposta na própria SERP, por que ele faria isso? Boa pergunta. O Google afirma que os cliques vindos de SERPs com AI Overviews são "de maior qualidade" — os usuários passam mais tempo no site e visitam uma diversidade maior de páginas.

Mas o Pew Research documenta uma queda de −47% na taxa de cliques. Ambas as posições têm dados por trás — o leitor pode tirar suas próprias conclusões. Para complicar, o Google agrupa os cliques vindos de AI Overviews na categoria geral "Web" do Search Console — não há como isolar o impacto nos dashboards.

O fenômeno mais amplo se chama zero-click: buscas que terminam sem nenhum clique em resultados. Pela definição mais restrita, representam 27,2% das buscas (Datos, 2025).

Pela definição mais ampla, chegam a 69% (Similarweb, 2025). A diferença entre os dois números não é erro — é metodologia.

Em dispositivos móveis, as buscas sem clique são mais de 2× mais frequentes do que no desktop. Para mercados como o Brasil, onde o acesso é predominantemente mobile, a implicação é direta.

Aqui é onde a maioria se perde: a curva de CTR por posição. O resultado #1 captura 27,6% dos cliques (Backlinko, dezembro 2024, n=4M).

Os três primeiros somam 68,7% de todos os cliques (First Page Sage, 2025).

Página 2? Apenas 0,63% (Sistrix, 80M keywords).

Na nossa experiência gerenciando projetos de conteúdo web, comprovamos que a diferença entre estar na posição 15 e na posição 4 não se percebe apenas num dashboard — se percebe nas impressões (que se multiplicam entre ×2 e ×4) e no volume de consultas para as quais o Google considera você relevante. São dados agregados de 5 projetos com 9,4 milhões de cliques acumulados.

A visibilidade já não se limita ao Google. Para entender como os mecanismos de busca baseados em IA estão mudando as regras, leia nosso guia sobre visibilidade no ChatGPT e Perplexity.


Se as SERPs de hoje são tão diferentes, vale entender como chegamos aqui. O que mudou nos últimos 26 anos — e para onde está indo?

Dos 10 links azuis à IA: como as SERPs mudaram em 26 anos

As SERPs do Google passaram por 5 eras em 26 anos: de uma lista de 10 links (1998-2004) à integração de mapas e vídeos (2005-2011), a era de entidades e Knowledge Graph (2012-2016), as respostas diretas com Featured Snippets (2017-2020) e a era generativa com AI Overviews (2021-hoje).

Os marcos principais contam a história: PageRank (1998), Universal Search (2007), Knowledge Graph (2012), RankBrain (2015), BERT (2019), AI Overviews (maio de 2024). Cada salto mudou o que significa "aparecer" no Google.

Era Período Característica principal
Hierarquia 1998-2004 Lista linear de 10 links, diretório web
Integração vertical 2005-2011 Universal Search, mapas, vídeos, imagens na SERP
Entidades 2012-2016 Knowledge Graph, "things not strings"
Resposta direta 2017-2020 Featured Snippets e PAA onipresentes
Generativa 2021-hoje AI Overviews, Helpful Content, Gemini

Oliveira e Lopes (2023) documentaram essa evolução com um dataset público de 2000 a 2020: a área de interface em pixels cresceu quase exponencialmente, e os elementos da SERP se diversificaram a cada ano.

Se você acha que isso já é muita mudança, prepare-se. Fora da SERP de busca, o Google Discover (rebatizado em 2018) apresenta conteúdo sem que o usuário faça uma consulta — um feed personalizado com mais de 800 milhões de usuários mensais.

Mas a volatilidade é extrema: após a atualização de dezembro de 2025, alguns publishers reportaram quedas de 100.000 cliques/dia para zero em 48 horas. O Discover complementa a visibilidade, mas não é canal primário confiável.

Não é só o Google. O Bing integrou o Copilot para gerar respostas diretas. O DuckDuckGo oferece "Instant Answers" com mais de 100 fontes, sem necessidade de clique.

O ponto não é "quem tem mais features" — é que todos os buscadores agora misturam resultados com módulos de resposta. A SERP de links azuis é exceção, não regra.

É justamente isso que muda a perspectiva: as SERPs não são apenas uma interface técnica — elas moldam decisões. Um estudo publicado no PNAS por Epstein et al. demonstrou com 4.556 participantes nos EUA e na Índia que a ordem dos resultados pode alterar as preferências de votantes indecisos em mais de 20% (PNAS). O efeito persiste mesmo quando o usuário é avisado do possível viés.

Para empresas B2B, a implicação é direta: a SERP não só mostra opções ao seu cliente — ela influencia quais opções ele considera viáveis.

No contexto regulatório, a pressão está crescendo. A Comissão Europeia multou o Google em €2,42 bilhões em 2017 por abuso no Shopping Search.

Em 2024, o julgamento antitruste nos EUA confirmou que cliques são fator de ranking. E no Brasil, organizações jornalísticas pediram investigação à autoridade de concorrência sobre as práticas do Google.


Tudo isso pode parecer abstrato. Mas existem ferramentas simples que qualquer diretor de marketing pode usar agora mesmo para entender a SERP das suas keywords.

4 operadores de busca para auditar a SERP das suas keywords

O Google permite usar operadores especiais diretamente na barra de busca para analisar as SERPs dos seus concorrentes e encontrar oportunidades que ferramentas pagas nem sempre mostram. Os quatro mais úteis para um diretor de marketing são site:, intitle:, filetype: e related:.

  • site:concorrente.com.br "keyword" — mostra cada página indexada daquele domínio para um tema específico. Revela cada página indexada daquele domínio para um tema específico.
  • intitle:"melhor [serviço]" — revela quais domínios competem por intenção comercial para esse termo. Útil para mapear quem disputa as SERPs comerciais do seu setor.
  • filetype:pdf [tema] — encontra lead magnets B2B (ebooks, whitepapers, relatórios) que estão posicionandos para o mesmo tema.
  • related:concorrente.com.br — mostra o conjunto competitivo que o Google percebe para aquele domínio. Pode revelar concorrentes que você nem sabia que existiam.

Esses operadores não substituem ferramentas como Semrush ou Ahrefs, mas têm uma vantagem: mostram a SERP real, em tempo real, para o seu mercado. Combine-os com o que você aprendeu sobre intenção de busca e composição de SERPs, e você tem um kit de auditoria competitiva que cabe numa aba do navegador.


Conclusão

A SERP já não é uma lista. É uma superfície de respostas. Estratégia que a trate como uma lista de 10 links vai acumular três anos de desempenho decrescente.

Seus próximos passos concretos:

  • Esta semana: pesquise sua keyword principal no Google e analise quais módulos aparecem — orgânicos, AI Overviews, PAA, snippets, Local Pack. Se a SERP da sua keyword já tem AI Overview, você precisa de uma estratégia para ser citado, não só rankeado.
  • Este mês: compare sua posição com a curva de CTR. Se está na página 2, você é invisível para 99,37% dos usuários.
  • Este trimestre: verifique se tem Knowledge Panel (sinal de autoridade), use site:seudominio.com.br "keyword" para ver o que o Google tem indexado e avalie se sua estratégia cobre a SERP como superfície ou só como lista.

O conteúdo que sobrevive agrega informação que nem o Google consegue gerar sozinho. Se precisa de ajuda, conheça nosso serviço de SEO e GEO.

Perguntas frequentes

Para que serve o SERP?

No contexto de marketing digital, a SERP (Search Engine Results Page) é a página que o Google exibe após uma pesquisa. Serve como interface onde a visibilidade orgânica, paga e — cada vez mais — em respostas geradas por IA é disputada. Não confundir com o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (Lei nº 14.382/2022), que regula cartórios brasileiros.

O que é uma SERP?

Uma SERP (Search Engine Results Page) é a página de resultados de um motor de busca. A SERP moderna do Google combina resultados orgânicos, anúncios, Featured Snippets, People Also Ask, Knowledge Panel, Local Pack, vídeos, imagens e AI Overviews. Apenas 1,19% das SERPs mostram exclusivamente os 10 links azuis clássicos.

Quais são os tipos de resultados na SERP do Google?

Classificam-se por dois eixos. Por intenção de busca: informacional (AI Overview + snippet + PAA), navegacional (sitelinks + Knowledge Panel), comercial (listicles + reviews), transacional (Shopping) e local (3-pack + mapa). Por composição: SERPs com AI Overview, SERPs locais, SERPs de produto, SERPs informacionais com snippet, SERPs de marca com Knowledge Panel e SERPs visuais com vídeo ou imagens.

O que são buscas sem clique (zero-click)?

São buscas nas quais o usuário encontra a resposta diretamente na SERP sem clicar em nenhum resultado. Dependendo da definição usada, representam entre 27% e 69% de todas as buscas no Google. Os principais impulsionadores são os Featured Snippets, os AI Overviews, os Knowledge Panels e as respostas instantâneas (calculadora, clima, conversões).

Como o Google decide o que mostrar na SERP?

O Google processa cada busca em 3 fases: rastreamento (Googlebot descobre páginas), indexação (analisa e armazena o conteúdo) e classificação (ordena por relevância usando sistemas como PageRank, RankBrain e BERT). Fatores como autoridade do domínio, qualidade do conteúdo, experiência de página e intenção de busca determinam a composição final da SERP.

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