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Modelo PESO: paid, earned, shared e owned media explicados

Você tem um blog que publica toda semana, um budget de mídia paga que consome boa parte do orçamento e uma equipe de PR que manda releases esporadicamente. Tudo funciona — mas cada canal opera na sua própria bolha, com suas métricas e seus objetivos separados.

Se isso parece familiar, você está na maioria. Um diagnóstico de maturidade da Spin Sucks (vendor — criadora do framework) mostra que 91% dos times de marketing estão na metade inferior da escala de integração entre canais. Pior: 68% acreditam que já estão integrando, mas suas práticas reais os colocam no estágio 0 ou 1.

O modelo PESO é o framework que propõe resolver exatamente isso — conectar todos os tipos de mídia própria num sistema em que o resultado de um canal alimenta o próximo. Não é uma taxonomia para classificar o que você já faz. É um modelo operacional para fazer tudo funcionar junto.

O que é o modelo PESO e de onde ele vem

O modelo PESO é um framework de comunicação e marketing que classifica todos os canais em 4 quadrantes — Paid (pagos), Earned (conquistados), Shared (compartilhados) e Owned (próprios) — e os conecta como um sistema integrado onde cada tipo de mídia reforça os demais.

A história do PESO tem dois protagonistas, e a maioria dos artigos conta só metade. Don Bartholomew, VP de pesquisa digital na Fleishman Hillard e vice-presidente do Social Media Measurement Group da AMEC, foi provavelmente o primeiro a formalizar o acrônimo. Em maio de 2010, ele apresentou uma matriz 4x4 de métricas cruzando Paid, Earned, Shared e Owned contra efeitos pretendidos: exposição, engajamento, influência e ação.

Richard Bagnall, então Chair da AMEC, confirmou: "Don inventou o termo PESO? Não sei... Ouvi o termo pela primeira vez com ele? Sim, muito provavelmente." (PRConversations, 2020).

Gini Dietrich, fundadora da agência Arment Dietrich e do blog Spin Sucks, construiu tudo o que veio depois. Em junho de 2013, publicou o primeiro diagrama de Venn com os 4 tipos de mídia.

Em 2014, o livro Spin Sucks: Communication and Reputation Management in the Digital Age (Que/Pearson) popularizou o modelo.

Em 2023, registrou a marca PESO Model. O framework evoluiu: em 2020, adicionou "Reputation" ao centro e lançou a certificação com a Syracuse University; em 2024, o aniversário de 10 anos trouxe E-E-A-T ao centro e rótulos de resultado (Authority, Credibility, Discovery, Growth); em 2026, reposicionamento como "sistema operacional de marketing".

O que diferencia o PESO dos modelos anteriores é o quarto quadrante. O modelo POE (Forrester, 2009) e o POEM (Burcher, 2012) tratavam apenas de Paid, Owned e Earned — mídias sociais entravam como subdivisão de owned ou earned.

A pesquisa de Macnamara et al. (Public Relations Review, 2016 — independente), com 1.200 profissionais de PR em 23 países da Ásia-Pacífico, identificou que as interações sociais têm comportamento próprio: não são controladas pela marca nem geradas por terceiros sem participação da audiência. A AMEC (independente) endossa a separação.

Gini Dietrich e Spin Sucks: a formalização do PESO

O ecossistema formal do PESO vai além do diagrama. A certificação, desenvolvida originalmente com a S.I. Newhouse School da Syracuse University e atualmente com a USC Annenberg, é um programa online auto-paced de oito módulos, usado em mais de 15 países. (Spin Sucks, 2026 — vendor).

O modelo é ensinado na USC Annenberg com caso de ensino peer-reviewed (Rozelle, 2020).

Existe até um PESO GPT — um assistente de IA treinado no conteúdo do modelo — e um programa de licenciamento para agências e consultores em três níveis (Professional, Training, Enterprise).

Os 4 quadrantes: o que é cada um e qual papel cumpre no sistema

Cada quadrante do PESO tem um papel específico no sistema: Owned é o registro base, Earned o motor de credibilidade, Shared o circuito de prova social e Paid a camada de aceleração. Não são apenas categorias de classificação — são peças com funções distintas que se retroalimentam.

Owned media: o registro base do sistema

Owned media é tudo que a marca controla diretamente — blog, site, newsletter, podcast, biblioteca de vídeos, hubs de conteúdo. No modelo PESO atualizado, owned funciona como o "system of record": a fonte de verdade da marca. Seus trabalhos principais incluem demonstrar expertise com conteúdo próprio, documentar experiência real (a parte que a IA não consegue fabricar) e criar ativos referenciáveis que os outros quadrantes podem amplificar.

Um ponto que o refresh de 2024 do PESO esclareceu: conteúdo publicado no LinkedIn Creator Studio, Substack ou Medium não é owned media. "You can rent it out, but the reason it's called 'owned' is because you own it" (Dietrich, 2024 — vendor). Para entender a fundo como construir uma estratégia de mídia própria com todos os seus canais, o guia completo aprofunda o tema.

Earned media: o motor de credibilidade

Earned media é a validação independente que a marca conquista sem pagar — cobertura de imprensa, menções de marca, backlinks, reviews, participações em podcasts, citações por IA. No sistema PESO, earned funciona como "corroboration engine": cada menção independente reforça a credibilidade de forma cumulativa.

Os trabalhos principais de earned são validar o expertise que owned demonstra, estender credibilidade para além dos canais próprios e alimentar o sistema com sinais que os algoritmos — tanto de buscadores quanto de IAs generativas — interpretam como confiança. Media relations, com todas as suas táticas específicas (press releases, digital PR, newsjacking), é o motor principal desse quadrante. Para se aprofundar, veja como funciona uma estratégia de earned media na prática.

Shared media: o circuito de prova social

Shared media é onde a narrativa da marca viaja e onde o mercado responde — posts sociais, comentários, compartilhamentos, UGC, comunidades, co-criação. No PESO, shared funciona como "proof loop": circula o que a audiência já validou e gera sinais sociais que informam o restante do sistema.

Aqui é onde a maioria se perde: muitos profissionais tratam shared como extensão de owned (publicar conteúdo em redes) ou de earned (viralizar). Mas as dinâmicas são diferentes. Owned é o que a marca publica e controla.

Shared é o que acontece quando outras pessoas interagem com esse conteúdo — e isso tem lógica algorítmica e comportamental própria. A estratégia de shared media como disciplina merece tratamento específico.

Paid media: a camada de aceleração

Paid media inclui todo canal que exige investimento financeiro para distribuir a mensagem — e, dentro do PESO, os formatos são mais variados do que "anúncios no Google". Social ads (Meta, LinkedIn, TikTok), SEM (Google Ads, Bing Ads), native advertising (Outbrain, Taboola), programática e CTV, sponsorships, contratos com influenciadores e até email marketing software (intersecção Paid+Owned) e lead generation paga (Paid+Owned) fazem parte do quadrante.

No mercado brasileiro, o investimento em publicidade digital atingiu R$ 42,7 bilhões em 2025, com vídeo representando 49% do total e social 55% da participação por plataforma (IAB Brasil / Kantar IBOPE, 2025 — independente).

O princípio central do paid dentro do PESO é que ele só funciona bem como amplificador de credibilidade já comprovada, não como gerador de credibilidade. 

Se o conteúdo owned não gera engajamento orgânico e earned não traz validação independente, jogar dinheiro em paid acelera o problema, não a solução.

Vemos isso com dados próprios. Em um programa tipo da InboundCycle, o orçamento de paid representa a mediana de 28,4% do orçamento total. No entanto, esses anúncios entregam apenas 2,4% dos leads gerados.

Mais de um quarto do orçamento, uma fração mínima dos resultados — o argumento mais claro de que paid sem owned por trás não funciona em B2B industrial.

Agora a pergunta prática: como esses quatro quadrantes deixam de ser categorias e passam a funcionar como máquina?

Como funciona o PESO como sistema integrado

O valor do PESO não está em classificar mídia, mas em conectá-la: o output de um quadrante se torna o input do seguinte, criando um efeito multiplicador em que 1+1+1+1 produz mais que 4.

Pense no PESO como um restaurante: quando o prato que a cozinha criou (owned) recebe elogio do crítico (earned), o cliente posta a foto (shared) e o anúncio amplifica (paid), o resultado não é 4x — é exponencial.

O fluxo sequencial recomendado é OESP: Owned publica conteúdo com profundidade → Earned valida com cobertura independente → Shared distribui o que a audiência considera relevante → Paid amplifica o que já demonstrou tração orgânica. O ciclo retroalimenta: dados de paid informam o próximo owned, conversas em shared revelam ângulos para earned, cobertura earned gera tráfego para owned.

E aqui vem o que muda a perspectiva: o mecanismo que explica por que a integração gera rendimentos compostos se chama corroboration loops. A credibilidade se acumula quando as mesmas ideias, dados ou especialistas aparecem citados de forma independente em fontes não relacionadas entre si.

Um estudo da Ahrefs (independente, 75.000+ marcas) encontrou que brand mentions correlacionam com visibilidade em IA a 0,664 — três vezes mais que backlinks (0,218). A pesquisa de Princeton sobre GEO (independente) mostrou que adicionar citações e estatísticas pode aumentar a visibilidade em motores generativos em até 40%.

Isso conecta com a visibilidade em IA. O estudo "What Is AI Reading?" da Muck Rack (independente, 25M+ links, 2026) mostra que earned media representa entre 82% e 89% de todas as citações de IA no ChatGPT, Claude e Gemini — com paid e conteúdo publicitário representando apenas 0,3%.

Mas a integração real não é ter um calendário compartilhado. É projetar handoffs entre canais — onde o output de um se torna input do próximo. Três workflows operativos: (1) Insights Loop — paid descobre headline de alta conversão, content cria artigos owned sobre essa mensagem; (2) Credibility Handoff — PR conquista cobertura earned, paid amplifica com native ads; (3) Algorithmic Trigger — social monitora saves orgânicos e, ao bater um benchmark, o ativo entra na fila de paid.

A integração do PESO também se aplica quando o modelo entra como componente de distribuição dentro de um plano de marketing mais amplo — PESO não substitui o plano, mas define como os canais se comunicam dentro dele.

Erros comuns e críticas ao modelo PESO

A maioria das críticas ao modelo PESO não ataca o framework em si, mas implementações estagnadas — equipes que encaixam ações em quadrantes sem conectá-las em sistema. No entanto, há objeções legítimas que vale conhecer antes de adotá-lo, desde limitações conceituais até problemas práticos de execução em organizações com silos consolidados.

A USC Annenberg (independente, 210 CEOs, 2019) perguntou qual mídia era mais valiosa: apenas 12% escolheram paid, contra 38% shared e 36% earned. O mercado executivo já valoriza a integração — o problema é que a implementação não acompanha.

Cinco anti-padrões documentados por Spin Sucks (vendor — suporte independente de PR Academy e IPR): (1) tratar o PESO como checklist estático; (2) preencher quadrantes sem handoffs entre equipes; (3) usar paid como substituto de credibilidade; (4) tratar shared como obrigação de volume; (5) lançar campanhas sem infraestrutura de sistema — PESO não é uma campanha, é um estado operacional.

Agora, é justo fazer a pergunta contrária: o modelo PESO tem limitações reais? Tem.

Stephen Waddington (março 2025) argumenta que "o PESO ultrapassou seu quadro — força canais emergentes em categorias obsoletas" e assume que a organização ainda está no centro do seu universo de mídia, o que nem sempre é verdade. O framework DMA de Badham et al. (Journal of Communication Management, 2024) propõe 14 arenas digitais, incluindo IA, mídia sequestrada e crowdsourced, argumentando que o PESO simplifica demais o cenário.

A avaliação equilibrada, segundo o consenso das fontes, PESO é altamente eficaz para equipes nos estágios Foundation e Pilot (a grande maioria) — seus 4 quadrantes dão estrutura suficiente para quebrar silos sem sobrecarregar. O DMA é mais rigoroso para operações enterprise com necessidades complexas de atribuição.

Qualquer pessoa que já gerenciou integração entre equipes de marketing sabe que a resistência raramente parece resistência. Parece uma equipe reiterando, educadamente, quais são suas responsabilidades — e onde terminam.

Em que nível está sua equipe: a escala de maturidade PESO

A PESO Maturity Ladder é uma escala de 6 níveis que vai desde Foundation (canais isolados) até Leadership (vantagem competitiva). 91% dos times estão na metade inferior, e 68% sobrestimam seu nível (Spin Sucks — vendor; amostra não publicada, usar como referência direcional).

Os 6 estágios, com exemplos de marcas:

  • Foundation (estágio 0): canais existem, mas em isolamento total. Cada equipe tem seus KPIs. Exemplo: Oracle.
  • Pilot (estágio 1): pelo menos uma campanha integrada executada — mas o time volta aos silos depois. Exemplo: McDonald's (Travis Scott Meal, Grimace Shake).
  • Scale (estágio 2): integração se torna consistente, com múltiplas campanhas integradas por ano e KPIs compartilhados. Exemplo: Dove ("Real Beauty").
  • Systemize (estágio 3): integração vira função dedicada, com um "PESO Integrator" e dashboards compartilhados. Exemplo: Sephora (Beauty Insider).
  • Real-Time (estágio 4): realocação de orçamento em dias ou horas com base em dados ao vivo. Exemplo: Netflix (pivô de Squid Game em 48-72 horas).
  • Leadership (estágio 5): o sistema operacional PESO é a vantagem competitiva primária da marca. Exemplo: Liquid Death.

O McKinsey State of Organizations 2026 (10.000+ executivos, 15 países) confirma que silos e gestão de mudança são as principais barreiras para adotar novos sistemas — o gap de integração é estrutural e comportamental, não apenas técnico.

Para saber quando priorizar cada quadrante: se o orçamento é mínimo, concentre-se em owned e earned; se o prazo é apertado, paid distribui ativos owned existentes imediatamente; se a barreira é credibilidade, earned + shared são prioridade — paid não substitui confiança; se o objetivo é conversão, owned (ativos gated) + paid para audiências quentes. Dado que 75% dos compradores B2B preferem experiência sem representante (Gartner, 2022), o conteúdo de autodescoberta importa mais do que nunca.

A distribuição de referência da InboundCycle num programa tipo: Owned 60%, Earned 25%, Shared 15% do esforço total (excluindo paid, que corre como orçamento separado). Os resultados refletem essa assimetria: na nossa carteira, o tráfego web se distribui owned (orgânico+direto+email) 80,8%, earned-proxy (referral) 10,8%, shared (social) 4,2% e paid 3,2%. Não é padrão de mercado — é uma assimetria deliberada em direção ao owned, porque em B2B industrial o ativo que se compõe é o conteúdo próprio.

Para métricas por quadrante: Owned mede tempo na página, taxa de conversão e frequência de citação por IA. Earned mede inclusão de mensagem-chave, qualidade do tráfego de referência e crescimento de buscas pela marca.

Shared mede profundidade da conversa — saves, compartilhamentos e comentários valem mais que impressões. Paid mede custo por lead qualificado (CPQL), ROAS e incremento sobre orgânico.

E agora vem a parte que realmente importa: como é a integração real em ação? O caso das Ilhas Faroé (2019) é emblemático. O primeiro-ministro anunciou o "fechamento" das ilhas por um fim de semana de manutenção, convidando turistas e moradores como voluntários.

O site oficial de turismo (owned) publicou o anúncio com funcionalidade de inscrição. Em 24 horas, mais de 300 veículos de mídia cobriram a história — CNN, Washington Post, The Guardian — sem nenhum investimento em mídia paga (Nordic Labour Journal). O vídeo e o link de inscrição se espalharam organicamente (shared), gerando 3.500 candidaturas de voluntários antes do encerramento das inscrições.

Resultado: 12 Gold Cannes Lions, com orçamento de PR praticamente zero. Dove #TheSelfieTalk (2021) seguiu o fluxo inverso — owned → paid → shared (UGC massivo) → earned — alcançando brand affinity +21% e +11,9% em vendas (eConsultancy).

Nosso melhor exemplo próprio de integração PESO vem dos inícios: o primeiro ebook da InboundCycle, um dos primeiros na Espanha e América Latina com landing page de registro. O owned (landing + conteúdo para download) ativou earned (cobertura no Marketing Direto e outros veículos), que gerou milhares de backlinks naturais e entre 3.000 e 4.000 registros de uma única campanha. Todo o sistema se montou sobre a peça owned: sem conteúdo próprio de qualidade, as outras "pernas" não teriam se ativado.

A prova dos handoffs: faça essas 3 perguntas com sua equipe esta semana:

(1) O output de um canal se torna input do próximo, ou vocês apenas compartilham o mesmo calendário editorial?

(2) Existe um protocolo de handoff escrito entre as equipes de cada quadrante?

(3) Vocês realocam orçamento com base em dados gerados em outro quadrante?

Se a resposta for "não" para duas ou mais, você está coordenando — não integrando.

O que fazer a partir de agora

  • Esta semana: faça a prova dos handoffs (3 perguntas acima) com sua equipe. O resultado vai mostrar se vocês integram ou apenas coordenam.
  • Este mês: mapeie quais canais sua empresa tem ativos em cada quadrante. Identifique onde há buracos — provavelmente em earned ou na conexão entre owned e shared.
  • Este trimestre: escolha 1 campanha para testar o fluxo OESP completo (Owned publica → Earned valida → Shared testa → Paid amplifica). Meça o resultado integrado, não o de cada canal isolado.
  • Formação: explore o autodiagnóstico de maturidade da Spin Sucks (~10 minutos) para posicionar sua equipe na escala de 6 níveis.

As marcas que medirem a integração entre quadrantes agora terão vantagem quando a IA priorizar fontes com credibilidade comprovada por múltiplos sinais independentes. O momento de começar não é quando o volume de tráfego de IA for massivo — é antes.

Se você precisa de apoio para otimizar a visibilidade da sua marca em buscadores e motores de IA, a equipe de SEO, GEO e AEO da InboundCycle pode ajudar a transformar diagnóstico em execução.

Perguntas frequentes sobre o modelo PESO

O que é o modelo PESO no marketing?

O modelo PESO é um framework de comunicação e marketing criado por Gini Dietrich que classifica todos os canais em 4 quadrantes — Paid (pagos), Earned (conquistados), Shared (compartilhados) e Owned (próprios) — e os conecta como um sistema integrado. A diferença em relação a modelos anteriores (POE, POEM) é que o PESO trata shared media como quadrante independente.

Quais são os 4 tipos de mídia do modelo PESO?

Os 4 tipos são: Owned media (canais que você controla — blog, site, newsletter, podcast), Earned media (menções orgânicas de terceiros — cobertura de imprensa, backlinks, reviews), Shared media (interações sociais onde a audiência participa — UGC, comentários, compartilhamentos) e Paid media (espaços comprados — anúncios em redes sociais, SEM, native advertising, sponsorships).

Como saber se minha equipe realmente integra o modelo PESO?

Faça três perguntas: (1) O output de um canal se torna input do próximo, ou vocês apenas compartilham o mesmo calendário editorial? (2) Existe um protocolo de handoff escrito entre as equipes de cada quadrante?

(3) Vocês realocam orçamento com base em dados gerados em outro quadrante? Se a resposta for "não" para duas ou mais, você está coordenando, não integrando.

Qual a diferença entre o modelo PESO e o modelo POE?

O modelo POE (Paid, Owned, Earned) trata as mídias sociais como extensão de owned ou earned. O PESO adiciona Shared como quadrante independente porque as interações sociais — comentários, compartilhamentos, UGC — têm comportamento próprio: não são controladas pela marca (como owned) nem geradas por terceiros sem envolvimento da audiência (como earned). A pesquisa de Macnamara et al. (Public Relations Review, 2016) e o framework AMEC sustentam essa separação.

Quais métricas usar para medir cada quadrante do PESO?

Para Owned: tempo na página, taxa de conversão e frequência de citação por IA. Para Earned: inclusão de mensagem-chave, qualidade do tráfego de referência e crescimento de buscas pela marca.

Para Shared: profundidade da conversa — saves, compartilhamentos e comentários. Para Paid: custo por lead qualificado (CPQL), ROAS e incremento sobre orgânico.

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