<img height="1" width="1" style="display:none;" alt="" src="https://dc.ads.linkedin.com/collect/?pid=81693&amp;fmt=gif">

Estado da visibilidade nas IAs 2026: a empresa media tira 48,9 de 100

Estado da visibilidade nas IAs 2026: a empresa média tira 48,9 de 100

O essencial em 5 dados:

  • A empresa média da nossa amostra obtém um IVIA (índice de visibilidade nas IAs) de 48,9 de 100: as inteligências artificiais a encontram pela metade, citam pouco e quase nunca sabem quem ela é.
  • O reconhecimento de marca é o grande buraco: 34,6 de 100 na média. Os modelos de IA respondem perguntas do seu setor sem saber que você existe.
  • 7 em cada 10 sites analisados (70,4%) sofrem spam de links de Telegram ou cassinos sem saber. É a descoberta inédita desta edição.
  • Espanha marca 54,2 e América Latina 38,7: uma diferença de mais de 15 pontos no mesmo idioma.
  • O que separa os 25% mais visíveis do resto não é a técnica: é a autoridade e a marca. Quatro dos seis sites mais visíveis nem sequer têm dados estruturados.

Estudo elaborado pela InboundCycle com dados próprios de 27 auditorias de visibilidade nas IAs realizadas entre janeiro e julho de 2026. Metodologia completa e limitações no final. Próxima edição: janeiro de 2027.

Índice

  1. A busca já passa pelas IAs (e seu site talvez não)
  2. Como fizemos este estudo
  3. O índice IVIA: a empresa média tira 48,9 de 100
  4. Onde você é citado (e onde não): visibilidade por plataforma
  5. Radiografia por camadas: a técnica passa, o conteúdo reprova
  6. As 8 falhas mais comuns (e como saber se afetam você)
  7. O que a maioria já faz bem
  8. A descoberta do semestre: spam de links que você não sabe que tem
  9. Espanha vs América Latina: a diferença de 15 pontos
  10. O que distingue os 25% mais visíveis
  11. Autodiagnóstico: 15 perguntas para saber onde você está
  12. Próxima edição e como citar este estudo
  13. Perguntas frequentes

Abra o ChatGPT e pergunte quais são as melhores empresas do seu setor. Você aparece? Se a resposta é não (ou se você nem sabe), este estudo interessa: é exatamente a situação da maioria das empresas que analisamos.

No primeiro semestre de 2026 auditamos a fundo 27 sites corporativos que operam na Espanha e na América Latina, com 335 métricas por site, para responder uma pergunta que até agora ninguém tinha medido com dados em espanhol e português: qual é o nível real de visibilidade de uma empresa normal nas inteligências artificiais? Não Natura, não Itaú, não o IBOVESPA: empresas como a sua.

Nas próximas seções você verá a nota média (e a distribuição completa), o ranking das falhas mais comuns com sua prevalência exata, o que a maioria já faz bem, uma descoberta que ninguém havia publicado até agora, e um autodiagnóstico para situar seu site em cada dado. Este estudo será repetido a cada semestre com a mesma metodologia: esta é a foto de partida.

A busca já passa pelas IAs (e seu site talvez não)

A visibilidade nas IAs é a capacidade de uma marca de aparecer nas respostas de assistentes como ChatGPT, Perplexity, Gemini ou os resumos de IA do Google quando um usuário pergunta por sua categoria de produto ou serviço. Diferente do SEO clássico, não se mede em posições, mas em citações e menções dentro de respostas geradas.

A mudança de comportamento já não é uma previsão. Na Europa, o Digital Report 2026 de We Are Social e Meltwater (2026) mostra que 22% dos espanhóis já substituem os buscadores tradicionais por chatbots de IA "na maioria das vezes": a taxa mais alta do continente. Na América Latina, o índice ILIA do CENIA (2025) coloca o Chile como líder regional em adoção de inteligência artificial. A tendência é a mesma em todo o mundo: o usuário já consulta as IAs antes de decidir.

Aqui vem o detalhe que quase ninguém conta. Segundo a SE Ranking (2026), que analisou mais de 100.000 sites espanhóis, o tráfego que as IAs enviam aos sites ainda é 0,30% do total. Contradição? Não: as pessoas usam as IAs para decidir, mas clicam pouco a partir delas. As IAs usam você para recomendar (ou ignorar) sua marca sem te visitar. Por isso a visibilidade nas IAs não se mede em tráfego: se mede em se você aparece na resposta.

Compare-se: pergunte hoje ao ChatGPT, Perplexity e Gemini "quais empresas se destacam em [sua categoria] em [seu país]?". Anote em quantas das três você aparece. Esse número, sobre 3, é seu primeiro dado de visibilidade.

Como fizemos este estudo

Este estudo se baseia em 27 auditorias completas de visibilidade nas IAs realizadas pela InboundCycle entre janeiro e julho de 2026, com 335 métricas por site organizadas em 12 dimensões: desde as citações que cada site recebe em cinco plataformas de IA até sua saúde técnica, seu conteúdo e sua autoridade. Todos os dados são de primeira parte: medidos site a site, não estimados.

A amostra: 27 sites corporativos que operam na Espanha (14), América Latina (11) e mercados globais (2); 18 de empresas B2B (que vendem para outras empresas) e 9 B2C (que vendem para consumidores). Setores diversos: software, indústria, energia, educação, varejo, saúde e serviços, entre outros. Os dados são publicados apenas de forma agregada e anonimizada: nenhum valor permite identificar uma empresa.

Três decisões metodológicas que vale conhecer antes de ler os resultados:

  • Medianas antes de médias quando há valores extremos. Em tráfego ou citações, um site grande distorce a média; a mediana (o valor central da amostra) conta a verdade da empresa típica.
  • Cada valor tem base própria (n): nem todas as auditorias mediram as mesmas 335 métricas com sucesso; quando falta um dado, esse site não conta nem a favor nem contra. Junto a cada valor indicamos sobre quantos sites foi calculado.
  • Série repetível: a metodologia fica congelada e documentada para repetir a medição a cada semestre com o mesmo critério. A comparabilidade entre edições é parte do valor do estudo.

É uma amostra de 27 sites, não um censo do mercado. Não pretende representar "toda a empresa brasileira" nem toda a empresa latino-americana: pretende ser a primeira medição séria, transparente e repetível de empresas reais em espanhol e português. A metodologia completa, com a definição exata de cada métrica e suas limitações, está publicada no final do estudo.

O índice IVIA: a empresa média tira 48,9 de 100

O IVIA (índice de visibilidade nas IAs) é a pontuação de 0 a 100 com a qual a InboundCycle resume quatro medições por site: sua nota de visibilidade nos três grandes assistentes (35% do peso), as citações reais que recebe em plataformas de IA (30%), o grau em que as IAs reconhecem sua marca (20%) e sua preparação técnica para ser lida por IAs (15%).

O resultado desta primeira edição: a empresa média obtém um IVIA de 48,9 de 100 (mediana 49,8; calculado sobre os 24 sites com dados suficientes). O melhor site da amostra alcança 81,2; o pior, 19,4. Em termos simples: a empresa típica está no meio do caminho. As IAs conseguem encontrá-la, mas raramente a citam e quase nunca a reconhecem como marca.

Corte Índice médio Mediana n
Toda a amostra 48,9 49,8 24
Empresas B2B 49,9 50,8 16
Empresas B2C 46,9 47,7 8
Espanha 54,2 54,1 13
América Latina 38,7 44,2 10

Duas leituras rápidas da tabela. Primeira: a diferença B2B/B2C é pequena (3 pontos); o tipo de cliente não salva nem condena. Segunda: a diferença Espanha/Latam não é pequena, e dedicamos uma seção inteira a ela.

Os quatro ingredientes do índice, separados, mostram onde se perde nota. A visibilidade geral em assistentes está em 54,0 de média (sobre 27 sites): aprovado por pouco. A preparação técnica, em 48,3 (sobre 21). E o reconhecimento de marca afunda até 34,6 de média (sobre 19): é, de longe, o componente mais baixo do índice. Na nossa experiência auditando esses sites, esse padrão se repete tanto que merece uma frase própria: o problema número um da empresa média não é que as IAs não consigam ler seu site; é que não sabem quem ela é.

Compare-se: se seu site estivesse na amostra, onde cairia? Referência rápida: abaixo de 42 você estaria no quarto inferior; entre 42 e 56, na zona média; acima de 59, no quarto superior.

Onde você é citado (e onde não): visibilidade por plataforma

As citações em IAs são as vezes que uma plataforma de inteligência artificial (os resumos de IA do Google, ChatGPT, Perplexity, Gemini ou Copilot) linka ou referencia um site concreto ao construir suas respostas. São o equivalente na era da IA a "aparecer na primeira página do Google": se não te citam, você não existe na conversa.

A distribuição na nossa amostra é brutalmente desigual. A mediana é de 152 citações por site (sobre 24 sites com dado), mas o intervalo vai de 0 a 13.395: a média (1.017) é inflada por um punhado de sites grandes. Apenas 2 de 24 sites (8,3%) estão em zero absoluto (a invisibilidade total é rara), mas metade da amostra vive com um gotejamento de citações que não gera negócio.

E o reconhecimento de marca? É outra história. Quando se pergunta diretamente aos modelos sobre essas marcas, a nota média é de 34,6 de 100, e a mediana de 30,3. Ou seja: a IA pode citar seu site como fonte e ainda assim não saber articular quem você é, o que faz ou por que é relevante. Quem já perguntou ao ChatGPT sobre sua própria empresa e recebeu uma resposta vaga (ou inventada) sabe exatamente do que estamos falando. O caminho para sair do gotejamento e chegar à presença real está detalhado passo a passo no nosso guia sobre como aparecer no ChatGPT e Perplexity.

E no mundo? Segundo a Muck Rack (2026), que analisou mais de um milhão de citações de IA em inglês, 84% das fontes que os modelos citam são mídia conquistada: imprensa, terceiros, não o site da própria marca. Nossos dados em espanhol e português apontam na mesma direção: os sites com mais citações da amostra são também os com mais presença externa. O padrão se repete no nosso idioma.

Compare-se: na mediana da amostra, um site recebe cerca de 152 citações de IA. Ferramentas como Ahrefs (Brand Radar) mostram seu número em minutos. Se você está abaixo de 50, está no terço invisível.

Radiografia por camadas: a técnica passa, o conteúdo reprova

Cada auditoria avalia 12 dimensões agrupadas em quatro camadas: visibilidade (as IAs encontram você?), fundamentos técnicos (conseguem ler seu site?), conteúdo e autoridade (você merece ser citado?) e estratégia (você se mantém atualizado?). Ao agregar os veredictos dos 27 sites, o mapa de onde se concentram os problemas graves é muito claro, e contradiz a intuição.

A intuição diz que o problema será técnico. Os dados dizem o contrário. A dimensão mais saudável das 12 é justamente uma técnica: a configuração para rastreadores de IA, onde apenas 14,8% dos sites têm algum problema grave. Permitir a passagem dos robôs da OpenAI ou Anthropic é fácil e quase todo mundo já faz certo (a maioria, diga-se, sem saber: é o padrão de fábrica).

Onde dói de verdade? No conteúdo. Apenas duas das 12 dimensões acumulam mais problemas graves do que pontos fortes, e nenhuma das duas é técnica: a citabilidade do conteúdo (5,3 problemas graves de média por site contra 2,9 pontos fortes) e a atualização do conteúdo (1,8 contra 1,5). Traduzindo: a empresa média escreve conteúdo que as IAs conseguem ler mas não querem citar (sem dados, sem frases extraíveis, sem respostas diretas), e ainda por cima deixa envelhecer. O conteúdo on-page e os dados estruturados completam o pódio de problemas (7,4 e 6,9 problemas graves de média por site).

Isso encaixa com o que a pesquisa acadêmica vem dizendo desde 2024: segundo o estudo GEO da Universidade de Princeton (2024), adicionar estatísticas, citações de fontes e dados concretos a um conteúdo aumenta sua visibilidade em respostas generativas em até 40%. A receita é pública. Quase ninguém aplica.

A tabela completa, dimensão por dimensão, para que você localize a sua:

Dimensão Problemas graves/site Pontos fortes/site Sites com ≥1 problema grave
1. Visibilidade em motores generativos 6,0 9,5 100%
2. Desempenho orgânico e concorrência 3,5 6,3 92,6%
3. Acessibilidade, rastreamento e indexação 6,6 13,9 100%
4. Configuração para rastreadores de IA 0,5 5,7 14,8%
5. Arquitetura e linkagem interna 5,4 8,3 96,3%
6. Performance web e experiência de uso 4,4 9,1 88,9%
7. Dados estruturados (schema) 6,9 7,0 92,6%
8. Conteúdo on-page 7,4 9,6 88,9%
9. Citabilidade do conteúdo 5,3 2,9 77,8%
10. Autoridade e backlinks 3,8 7,5 74,1%
11. Ecossistema externo (E-E-A-T) 3,0 7,3 70,4%
12. Frescor e atualização 1,8 1,5 51,9%

Três leituras da tabela que não se veem à primeira vista. Uma: as dimensões de indexação (3) e visibilidade (1) têm 100% de sites com algum problema grave, mas também muitos pontos fortes: são terrenos mistos onde todo mundo tem algo certo e algo quebrado. Duas: as duas únicas linhas em negrito (citabilidade e frescor) são as únicas onde o que está quebrado supera o que está saudável, e ambas são de conteúdo, não de código. Três: autoridade e ecossistema externo (10 e 11) têm poucos problemas graves, o que não significa que estejam bem: significa que a maioria desses sites simplesmente não tem atividade ali para avaliar. O problema não é fazerem mal; é não fazerem.

Compare-se (3 perguntas por camada): Seus artigos incluem dados concretos com fonte? Cada seção responde uma pergunta nas duas primeiras frases? Seu site diz explicitamente quem assina cada conteúdo e por que entende do assunto? Três "nãos" = você está na dimensão que reprova.

As 8 falhas mais comuns (e como saber se afetam você)

As falhas de visibilidade nas IAs são padrões mensuráveis que reduzem a probabilidade de um site ser citado ou recomendado por assistentes de inteligência artificial. Nesta edição medimos a prevalência exata de 8 falhas com regras objetivas: cada percentual indica quantos sites da amostra são afetados e sobre que base foi calculado.

# Falha Sites afetados Como saber se afeta você?
1 Mais páginas fora do Google do que dentro* 100% (23/23) Search Console → Indexação de páginas
2 As IAs não reconhecem sua marca 73,7% (14/19) Pergunte ao ChatGPT "o que é [sua marca]?"
3 Spam de links no seu perfil (Telegram/cassinos) 70,4% (19/27) Busque "telegram" nos seus anchors do Ahrefs
4 Preparação técnica para IAs reprovada 52,4% (11/21) Auditoria técnica (velocidade, estrutura, schema)
5 Sem dados estruturados (schema) 43,5% (10/23) Teste de resultados enriquecidos do Google
6 Nota de visibilidade em assistentes reprovada 29,6% (8/27) Grader de visibilidade em IAs (gratuitos)
7 Nenhuma URL com boa experiência mobile 26,1% (6/23) Search Console → Core Web Vitals
8 Invisível nas IAs (0 citações) 8,3% (2/24) Brand Radar ou similar

A falha 1 merece um esclarecimento honesto: a contagem de "páginas não indexadas" do Google inclui exclusões legítimas (redirecionamentos, páginas duplicadas marcadas de propósito). Ainda assim, o dado de fundo impressiona: no site mediano da amostra, apenas 16,8% das URLs que o Google conhece estão efetivamente indexadas* (sobre 23 sites). A empresa média tem um site muito maior do que o Google (e, por extensão, as IAs) decide mostrar. Se o conceito parece distante, aqui explicamos o que é indexação e por que ela decide sua visibilidade.

Repare na forma da tabela: as falhas mais espalhadas não são as técnicas espetaculares, mas as silenciosas. Que sua marca não exista para os modelos (falha 2) ou que seu perfil de links acumule lixo (falha 3) não dispara nenhum alerta em nenhuma ferramenta. Por isso 70-74% dos sites são afetados: ninguém olha ali.

Nem tudo exige um projeto de seis meses. Das 8 falhas, três são diagnosticadas em menos de dez minutos com ferramentas gratuitas (2, 5 e 7), e uma se verifica com uma busca na sua ferramenta de links (3). O autodiagnóstico completo está mais abaixo; o diagnóstico profundo (as 335 métricas sobre seu site) é o que fazemos na nossa auditoria GEO.

O que a maioria já faz bem

Nem tudo é catástrofe, e dizer isso também é informação. Estas são as três coisas que a maioria dos sites analisados já tem resolvidas; se você as tem, ótimo: você está na norma, não na elite.

Permitir a entrada dos rastreadores de IA. É a dimensão mais saudável das 12: 85,2% dos sites não têm nenhum problema grave na configuração para robôs de IA. Os rastreadores da OpenAI, Anthropic ou Perplexity conseguem ler a grande maioria desses sites sem obstáculos.

Estar presente (mesmo que pouco) nas respostas. Apenas 8,3% da amostra é completamente invisível. Os 91,7% restantes recebem pelo menos alguma citação: a porta não está fechada, está entreaberta.

Passar (por pouco) em visibilidade geral. A nota média nos três grandes assistentes é 54 de 100. Não é para comemorar, mas desmente o discurso apocalíptico: a empresa média em espanhol e português não está fora do mapa. Está no meio da multidão. E sair da multidão é mais barato do que entrar no mapa.

Aqui vem o detalhe importante: que essas três coisas estejam bem de fábrica significa que já não são vantagem competitiva. Se seu plano de visibilidade nas IAs consiste em "permitir a passagem dos robôs", você tem o mesmo que 85% da sua concorrência.

A descoberta do semestre: spam de links que você não sabe que tem

O spam de âncoras (anchor spam) é o acúmulo de links de entrada com textos-âncora de lixo (tipicamente de Telegram, cassinos ou apostas) que terceiros geram em massa para sites legítimos. O site afetado não percebe: não perde tráfego, não recebe avisos, e sua equipe raramente verifica os textos com os quais outros o linkam.

O dado desta edição: 19 dos 27 sites analisados (70,4%) têm spam desse tipo no perfil de links. Entre os 16 sites onde foi possível quantificar com precisão, a mediana é 6,5% das âncoras, com um caso extremo de 47,4%: um site corporativo sério onde quase metade dos textos que o linkam falam de Telegram e apostas.

Por que isso importa para a visibilidade nas IAs? Porque os modelos constroem sua ideia de quem você é a partir do que outros dizem de você. Se 84% das citações de IA vêm de fontes de terceiros (o dado da Muck Rack que vimos antes), seu perfil de links é parte do seu cartão de visita perante os modelos. Um perfil contaminado suja exatamente o sinal que mais pesa.

Na prática, funciona assim: ninguém ataca essas empresas em particular. São redes de spam industrializado que linkam milhares de domínios para legitimar seus próprios sites. Seu site é um dano colateral, mas o perfil sujo é seu. E a defesa de fundo não é só limpar: é construir o sinal contrário, links de qualidade que reforcem quem você é (explicamos isso no nosso guia de link building).

Até onde sabemos, esta é a primeira vez que a prevalência desse padrão é publicada em sites corporativos em espanhol e português. Continuaremos medindo a cada semestre.

Compare-se: entre na sua ferramenta de links (Ahrefs, Semrush ou similar), abra o relatório de anchors e busque "telegram". Dois minutos. Se aparecer, você já sabe mais que 70% das empresas desta amostra.

Espanha vs América Latina: a diferença de 15 pontos

A comparação regional do índice revela a maior diferença de todo o estudo: os sites da Espanha pontuam em média 54,2 e os da América Latina 38,7: 15,5 pontos de diferença no mesmo idioma (13 e 10 sites, respectivamente). A mediana suaviza mas confirma: 54,1 contra 44,2.

Vale ler essa diferença com cuidado, e dizemos isso com a amostra na mão. Primeiro: 10 sites latino-americanos não representam um continente; o dado é um sinal, não uma sentença. Segundo: parte da diferença é estrutural: os sites espanhóis da amostra têm em média mais anos de conteúdo e mais autoridade acumulada do que os latino-americanos.

Mas a diferença encaixa com o que vemos trabalhando nos dois mercados a partir dos nossos escritórios na Espanha, Chile, Brasil e México: a conversa sobre visibilidade nas IAs chegou antes à Espanha, e o investimento em conteúdo e autoridade também. Enquanto isso, a adoção de IA pelos usuários latino-americanos não espera por ninguém: o Chile lidera o uso de inteligência artificial na região segundo o índice ILIA do CENIA (2025).

A leitura estratégica para uma empresa latino-americana é desconfortável mas é uma oportunidade: a lacuna competitiva em visibilidade IA é hoje maior na América Latina do que na Espanha. Quem medir e trabalhar isso primeiro na sua categoria, fica com a posição.

O que distingue os 25% mais visíveis

O quartil superior do índice (os 6 sites com melhor pontuação dos 24) compartilha um perfil claro, e não é o que a maioria espera. Apresentamos como padrões observados nesta amostra, não como leis universais: com 27 sites dá para ver tendências, não demonstrar causas.

Padrão 1: a autoridade manda. Os sites do quartil superior têm uma autoridade de domínio média de 71,7 contra 40,3 do resto. Em domínios de referência (sites distintos que os linkam), a mediana do top é 2.450 contra 368 do resto: 6,7 vezes mais.

Padrão 2: a marca existe antes da citação. O reconhecimento de marca médio do quartil superior é 57,1 de 100, o dobro do resto (28,6). E suas citações refletem isso: mediana de 1.264 contra 48,5: 26 vezes mais.

Padrão 3 (o incômodo): a técnica não é o que os separa. Quatro dos seis sites do quartil superior não têm dados estruturados no site. Insistimos: não recomendamos abrir mão do schema: é barato e agrega valor. Mas os dados são teimosos: ninguém chegou ao topo pela ficha técnica, e ninguém ficou de fora só por ela.

E no mundo? Segundo o estudo de correlações da Ahrefs (2025) sobre 75.000 marcas em inglês, as menções de marca na web predizem a visibilidade nas IAs três vezes melhor do que os backlinks tradicionais. Nosso quartil superior (muita autoridade, muita marca, técnica irregular) desenha o mesmo padrão em espanhol e português: as IAs citam quem já é alguém, não quem melhor preenche as etiquetas.

Na InboundCycle levamos 14 anos defendendo que a autoridade temática se constrói com conteúdo e menções de terceiros, não com truques técnicos. É a primeira vez que conseguimos demonstrar isso com dados próprios medidos no nosso idioma. E se você quiser ver o mesmo padrão com nomes e sobrenomes (de marcas grandes, fora desta amostra), temos analisados casos reais de marcas que dominam nas IAs.

Compare-se (5 traços do top 25%): autoridade de domínio acima de 60; mais de 1.000 domínios linkando você; as IAs explicam bem quem você é; mais de 1.000 citações de IA; conteúdo com dados próprios. Quantos você tem?

Autodiagnóstico: 15 perguntas para saber onde você está

Este bloco condensa o estudo numa lista de verificação. Responda sim ou não; cada pergunta indica com que dado da amostra você se compara. Dez minutos, ferramentas gratuitas ou que você provavelmente já paga.

Visibilidade (a foto de fora): 1. Você aparece ao perguntar ao ChatGPT, Perplexity e Gemini pela sua categoria? (91,7% da amostra recebe pelo menos alguma citação) 2. O ChatGPT explica corretamente quem é sua empresa? (73,7% da amostra falha aqui) 3. Você sabe quantas citações de IA seu site recebe? (mediana da amostra: 152) 4. Alguém da sua equipe revisou suas citações de IA no último trimestre?

Conteúdo (a camada que reprova): 5. Seus artigos incluem dados e números com fonte? (a citabilidade é a pior dimensão das 12) 6. Cada seção das suas páginas principais responde uma pergunta nas duas primeiras frases? 7. Você publica algum dado próprio que ninguém mais tem? 8. Seus conteúdos são assinados por autores identificáveis com credenciais?

Técnica (passa, mas confira): 9. Seu site tem dados estruturados válidos? (43,5% da amostra não tem nenhum) 10. Alguma das suas URLs tem boa experiência mobile no Core Web Vitals? (26,1% da amostra: nenhuma) 11. A maioria das páginas que importam para você está indexada? (mediana da amostra: apenas 16,8% das URLs conhecidas) 12. Seu robots.txt permite a passagem dos rastreadores de IA? (aqui a maioria sim: 85,2%)

Autoridade (o que separa o topo): 13. Você conhece seu número de domínios de referência? (mediana do top 25%: 2.450) 14. Você já buscou "telegram" nos seus anchors? (70,4% da amostra tem spam e não sabe) 15. Sua marca aparece em veículos e sites de terceiros com regularidade? (84% das citações de IA vêm daí)

Interpretação orientativa: 12 ou mais "sims": você está na zona do quartil superior. Entre 7 e 11: zona média; a boa notícia é que quase tudo que falta está neste estudo. Menos de 7: seu site é hoje pouco visível para as IAs; comece pelas perguntas 2, 5 e 14, que são as de maior impacto por esforço.

Se quiser entender o framework completo por trás dessas perguntas (o que é GEO e como se trabalha cada camada), está desenvolvido no nosso guia completo de GEO e AEO: como aparecer no ChatGPT e nos buscadores com IA. E se preferir que a gente analise por você, este estudo nasce justamente das nossas auditorias de visibilidade nas IAs da agência SEO/GEO/AEO da InboundCycle.

Próxima edição e como citar este estudo

Este estudo é uma série semestral: a segunda edição será publicada em janeiro de 2027, nesta mesma URL, com a mesma metodologia. Além da nova foto, a segunda edição vai estrear o que nenhum dado em espanhol ou português tem ainda: a evolução dos mesmos sites medidos duas vezes com seis meses de diferença: o que melhorou, o que piorou e quanto se move a visibilidade nas IAs em meio ano.

O que mediremos em janeiro: a evolução do índice IVIA e seus quatro componentes sobre a coorte desta edição, a nova amostra completa com as auditorias do segundo semestre, a prevalência atualizada das 8 falhas e o acompanhamento do spam de links.

Como citar este estudo:

InboundCycle (2026). Estado da visibilidade nas IAs (1º semestre de 2026). Estudo com dados próprios de 27 auditorias de sites em espanhol e português. Disponível em: https://www.inboundcycle.com/pt/blog-de-inbound-marketing/estado-visibilidade-ias

Você pode citar qualquer dado do estudo livremente com atribuição à InboundCycle. Se você é jornalista ou pesquisador e precisa de algum corte adicional dos dados (sempre agregados e anônimos), entre em contato.

Metodologia e limitações

Amostra: 27 sites corporativos auditados pela InboundCycle entre 28 de janeiro e 13 de julho de 2026. Distribuição: Espanha 14, América Latina 11 (Chile, Brasil, México), globais 2; B2B 18, B2C 9. Os sites provêm da operação de auditoria da InboundCycle (clientes e análises comerciais); não são uma amostra aleatória do mercado.

Medição: cada site foi auditado com o mesmo framework de 335 métricas em 12 dimensões, que combina dados de citações em plataformas de IA (Ahrefs), avaliação de marca nos três grandes assistentes (grader de visibilidade), Google Search Console (onde havia acesso), rastreamento técnico completo e análise de conteúdo e autoridade. O framework se manteve estável durante todo o período.

Índice IVIA: pontuação 0-100 por site = 35% nota de visibilidade em assistentes + 30% citações de IA (escala logarítmica, teto fixo em 10.000) + 20% reconhecimento de marca + 15% preparação técnica. Sites com menos de 3 dos 4 componentes disponíveis ficam fora do índice (3 de 27). A fórmula fica congelada para toda a série.

Bases (n): cada valor é calculado sobre os sites com dado disponível para aquela métrica; por isso as bases variam entre 19 e 27. As lacunas estão documentadas internamente e nunca são preenchidas com estimativas.

Limitações que assumimos: (1) n=27 é uma amostra pequena; publicamos distribuição e bases para que cada leitor pondere. (2) As auditorias se distribuíram ao longo do semestre, não são uma foto simultânea. (3) A amostra latino-americana (11 sites) é menor que a espanhola. (4) Os padrões do quartil superior são descritivos, não causais. (5) Os dados de citações dependem das plataformas de medição disponíveis em cada data de auditoria.

Anonimização: os dados individuais por site existem apenas em um registro interno com identificadores anônimos; são publicados exclusivamente de forma agregada. Nenhum dado publicado permite identificar uma empresa.

Perguntas frequentes

O que é visibilidade nas IAs? A visibilidade nas IAs é a presença de uma marca nas respostas de assistentes de inteligência artificial como ChatGPT, Perplexity ou Gemini: se a citam como fonte, se a mencionam como opção ou se a explicam corretamente quando alguém pergunta. Se mede com citações, menções e avaliações de marca, não com posições de busca.

Como saber se o ChatGPT cita meu site? Você pode verificar de duas formas: perguntando diretamente ao ChatGPT pela sua marca e sua categoria (rápido mas anedótico), ou medindo suas citações com ferramentas como Ahrefs Brand Radar, que registram quantas vezes as plataformas de IA referenciam seu domínio. Na amostra deste estudo, o site mediano recebe 152 citações.

O que é GEO? GEO (Generative Engine Optimization) é a disciplina de otimizar um site e uma marca para aparecer nas respostas dos motores generativos de IA. É a evolução do SEO: em vez de otimizar para rankings de links azuis, otimiza-se para ser citado e recomendado por modelos de linguagem.

Por que as IAs não mencionam minha empresa? Segundo os dados deste estudo, a causa mais frequente não é técnica: é que os modelos não reconhecem a marca (acontece com 73,7% dos sites analisados). As IAs constroem seu conhecimento com menções de terceiros (veículos, diretórios, comparações), e a maioria das empresas quase não gera essa pegada externa.

Com que frequência este estudo é atualizado? A cada seis meses, nesta mesma página. A primeira edição cobre o primeiro semestre de 2026 (27 sites auditados entre janeiro e julho); a segunda será publicada em janeiro de 2027 e incluirá a evolução dos mesmos sites medidos novamente com metodologia idêntica.

Posso usar esses dados no meu site ou apresentação? Sim, todos os dados do estudo podem ser citados livremente indicando a fonte (InboundCycle, Estado da visibilidade nas IAs, 1º semestre 2026) e, em digital, linkando para esta página. A metodologia completa está publicada para que qualquer pessoa possa avaliar o rigor de cada valor.


Estudo elaborado por Pau Valdés, CEO e cofundador da InboundCycle, com os dados das auditorias GEO da equipe. Primeira edição de uma série semestral.

¿Y tú qué opinas? ¡Déjanos aquí tus comentarios!

Suscríbete al Blog
Suscríbete por email y recibe además un pack de bienvenida con nuestros 5 mejores artículos