O que é Storytelling? Descubra uma das melhores técnicas de captação de tráfego

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Storytelling significa, pura e simplesmente, contar uma história. Quando aplicada ao marketing, esta técnica não difere, em seu objetivo principal, de qualquer outro método promocional ou publicitário: promover uma marca para vender mais produtos ou serviços. Mas... em que ela consiste?

Os métodos de storytelling são mais complexos e sofisticados do que os usados em anúncios publicitários tradicionais, pois tratam-se de uma conexão com o consumidor, apelando aos seus sentimentos e emoções, recorrendo a várias técnicas narrativas e, muitas vezes, através de vários canais (blogs, redes sociais, plataformas de vídeo, até televisão em campanhas com mais recursos).

Escrever de forma persuasiva sem cair na monotonia pode ser complicado se não soubermos como começar e quais são os fundamentos da narrativa. Diante disso, o que podemos fazer para contar histórias eficientes para nossos clientes? Quer saber como usar o storytelling para aumentar suas vendas? Este post é pra você!

O auge do storytelling

O storytelling não é uma técnica nova. Na verdade, a capacidade de contar histórias vem de práticas muito mais antigas, nas quais escritores, roteiristas e editores usavam histórias para contar suas narrativas. Além de suas origens mais antigas, o storytelling tem sido uma técnica amplamente utilizada até hoje no marketing tradicional. Isso ocorre porque transmitir mensagens por meio de histórias sempre se mostrou uma prática muito eficaz, relacionada com a comunicação mais emocional e empática. Vale ressaltar que o storytelling funciona em dois níveis: no racional, a parte mais lógica; e no instintivo, a parte que engloba as emoções das pessoas. É por isso que seu uso ajuda a criar vínculos mais fortes e duradouros entre empresas e consumidores.

No mundo digital de hoje, em que prevalece a comunicação online com o cliente, a técnica de storytelling adapta-se perfeitamente tanto ao público como ao meio. Os usuários não estão mais apenas buscando informações, estão procurando experiências positivas e empresas que se conectem com eles em um nível emocional. Por isso, deve-se levar em conta que as histórias podem ser contadas de várias formas distintas, abordando uma vertente mais emocional, adaptadas ao meio e, sobretudo, ao público que as recebe. Se usar esse estilo de escrita e deixar de lado textos básicos que não geram empatia com os usuários, você poderá gerar uma relação de confiança e fidelidade com seus públicos.

Por que o storytelling é importante?

Narrações, histórias ou contos têm um poder brutal de atrair nossa atenção. Quem resiste a ouvir, disfarçadamente, a conversa de dois estranhos no transporte público quando um conta ao outro uma aventura de sua última viagem, ou a última discussão com o chefe no escritório? Provavelmente é uma questão antropológica: as histórias nos fascinam e têm um poder de atração difícil de superar por outras técnicas.

Esse poder de captura que as histórias possuem tem sido aproveitado por muitas marcas. O objetivo, como mencionamos, é claro: conectar-se emocionalmente com o público por meio de uma narrativa. Esta é a forma ideal para fazer-lhe captar uma mensagem. As pessoas se identificam com uma história de vida parecida com a delas ou que lhes representa.

Além disso, sentimos identificação com histórias que explicam desafios e que contêm perseverança. Pense que atualmente há muita informação na internet e que é impossível para o público se lembrar de tudo o que lê, mas você acha que eles esquecerão facilmente uma história que lhes ajudou a experimentar sentimentos e vivê-la como se tivesse acontecido com eles?

Como você pode imaginar, o potencial do storytelling para as marcas é enorme e pode ser muito útil em uma estratégia de inbound marketing para atrair mais tráfego para o seu site, já que o formato narrativo permite compartilhar conteúdo com alto valor emocional que serve para conectar, com grande intensidade, as marcas com seus seguidores e potenciais clientes. Vamos ver como!

Formatos e características do storytelling

O storytelling costuma estar associado a vídeos, pois este é por excelência o meio tradicional de contar histórias. E a verdade é que existem casos de sucesso de storytelling em forma de vídeos que beiram a perfeição, como esta produção da Lego, que conta a história da empresa de uma forma emocionante e envolvente.

Mas o storytelling pode ser feito em vários formatos para ser transmitido em diferentes canais; aliás, a multicanalidade é uma das principais características do storytelling. Isso significa que textos, fotos ou áudios, separadamente ou (melhor ainda) combinados, podem ser igualmente válidos para criar estratégias de storytelling bem-sucedidas e eficazes.
Então, qual é o segredo? O importante é que o storytelling que você criar, independentemente do formato, atenda a todas, ou pelo menos a maioria, das seguintes características:

  • Fazer um bom exercício de autoconhecimento será ideal para descobrir quais histórias você pode comunicar como marca ou negócio. Para isso, é preciso fazer uma boa pesquisa sobre você e sua empresa para ver quais histórias você pode contar que se encaixam no perfil da sua buyer persona, o qual, evidentemente, você terá que definir antes.
  • É fundamental narrar uma história que seja convincente, eficaz e, acima de tudo, que prenda e emocione seu público, apelando para seus sentimentos.
  • Fazer referência a eventos passados ​​e vitais para ser consistente. Para este ponto, é importante não mentir ou distorcer histórias na narrativa. Muitas marcas costumam usar suas próprias experiências ou sua própria história, bem como a de seus criadores ou de consumidores, para mostrar seu vínculo com eles.
  • A história tem que causar impacto e surpresa (efeito UAU!).
  • Será importante personalizar cada narrativa. Normalmente, quanto mais detalhada, concreta e verossímil a história contada, mais eficiente ela será. Especialistas apontam que ser humilde e, ao mesmo tempo, falar de forma pessoal, é extremamente eficaz para o público-alvo, pois ajuda a ter mais empatia com a história e a marca.
  • Também é importante comunicar algo relevante e com um certo grau de originalidade.
  • A mensagem a ser transmitida deve se basear na experiência, não pode ser um slogan clichê e automático.
  • A história deve ter uma moral, deve nos ensinar alguma coisa.
  • Um esquema ou roteiro que funciona muito bem é centralizar a história em um herói ou uma heroína que tem um problema e consegue resolvê-lo.
  • Simplicidade e brevidade. Só porque você escreve uma história mais longa não significa que ela se conecta melhor com seu público, então esqueça a ideia de que o engajamento tem a ver com a extensão da história. O ideal é não enfeitar os textos ou fazer referências a pontos desnecessários para alongar a narrativa. A história deve ser simples, com um significado claro e que possa ser acompanhada em todas as suas fases: início, desenvolvimento e conclusão. Pense que o sucesso do storytelling reside na sua simplicidade e em contar histórias que não perdem o foco, apesar da mensagem transmitida ser complexa. Resumindo: menos é mais.

Quais são os benefícios do storytelling?

Você já entendeu que o storytelling é uma boa técnica para estreitar os laços com seu público-alvo, mas que outros benefícios podem ser alcançados se essa estratégia for aplicada de forma integrada com a estratégia de marketing da empresa?

Estes são alguns dos importantes benefícios do storytelling que podem ter um impacto muito positivo na sua estratégia de marketing:

  • Um bom storytelling é capaz de fazer o público sentir o que os personagens da história sentem (sofrimento, alegria, angústia...). Nesse sentido, você pode fazer com que os usuários simpatizem com seus personagens, com as histórias que você conta e, consequentemente, com a sua marca.
  • Estímulo, inspiração e ensino. As histórias podem ser transformadoras e reveladoras para o público que as lê ou visualiza. Pense que não há nada melhor do que uma história que lhe diverte e que, além disso, lhe proporciona uma moral ou ensinamento que possa lhe ajudar em algum momento de sua vida.
  • Provocar, atrair e chamar a atenção. Sempre estamos falando de emoções, por isso uma história tem que atrair, provocar e comover o leitor, para que ele continue querendo saber sobre ela e descobrir ainda mais. Se você conseguir isso, estará retendo um usuário ansioso para receber novas histórias.

Resumindo: ao contar uma história podemos captar a atenção e a essência de um usuário e torná-lo parte dos valores da marca. A melhor maneira de conquistar um usuário, em um mundo onde a superinformação é uma realidade, é chegar ao seu coração e conectar-se com sua parte mais emocional. Dessa forma, você estará um passo mais perto de fidelizá-lo e alcançar o tão esperado relacionamento empresa-cliente de longo prazo.

CTA- post-vertical-Desktop-TinyComo atrair mais tráfego com storytelling

Se sua estratégia de storytelling atende às características mencionadas no ponto anterior, você já tem meio caminho andado para atrair mais tráfego para seu site ou blog e obter benefícios como, por exemplo, gerar mais confiança ou tornar a imagem da sua marca melhor e mais fácil de lembrar. Mas há mais!
Para garantir a maior eficácia do storytelling na captação de tráfego, é importante levar em conta os seguintes pontos-chave:

  • Criar uma estratégia omnicanal. É importante que o conteúdo do storytelling não esteja apenas no blog, mas também nas redes sociais, para aumentar sua visibilidade e, se possível, torná-lo viral. Imagine se você conseguir?
  • Alinhar o storytelling com o restante da estratégia de marketing online ou inbound. Embora seja um conteúdo diferenciado por sua abordagem narrativa, o storytelling deve ter pontos em comum com o restante dos conteúdos que compõem a estratégia: deve ser algo valioso que ajude os usuários a resolver seus problemas e crie uma imagem de marca (branding).
  • Envolver a participação o público. Deve ser, aliás, de forma ativa: por meio de comentários e feedback intenso, os usuários devem ser capazes não apenas de dizer se gostam ou não da história que você está contando, mas também de influenciar de alguma forma nela e em suas possíveis continuações.

De Storytelling para Storydoing

Nos últimos anos temos visto uma clara evolução de storytelling para storydoing. Mas o que é storydoing e que implicações isso tem?
As marcas já não pretendem mais apenas contar histórias; agora estão empenhadas em ir mais longe e proporcionar ao público experiências interativas. É exatamente disso que se trata o storydoing.
Storydoing é mais um salto no nível de relacionamento entre marca e clientes para que eles não apenas se identifiquem com as histórias, mas se sintam parte delas. Isso implica que a marca deve passar à ação e ser consequente; portanto, deve oferecer uma experiência na qual o usuário possa se envolver.

Para ser eficaz, uma estratégia de storydoing deve definir esses três pontos em detalhes:

  • O que vamos contar? O primeiro passo será considerar o que queremos comunicar com esta ação. O objetivo final do storydoing é transmitir algo sobre os produtos de uma marca e sobre a própria marca. Por isso, entre todo o universo de valores da sua marca, será fundamental escolher o que é importante comunicar.
  • Que emoções queremos provocar? No storydoing, da mesma forma que no storytelling, a base está nas emoções. Então, o que buscamos é gerar uma reação memorável que conecte os usuários com a marca e os incentive a se envolver na ação de marketing ou na história contada.
  • O que queremos alcançar? Toda ação de marketing busca gerar uma reação nos consumidores e, por que não dizer, que eles acabem comprando o produto que oferecemos. Para que a ação funcione temos que nos perguntar o que queremos que as pessoas façam e transmitir isso de forma clara e inequívoca. Pode ser interessante envolver uma pessoa de referência ou influenciador especialista no setor da sua marca, para lhe ajudar a obter mais alcance e maior envolvimento do seu público. Também é preciso pensar em como medir os resultados dessa ação. Toda ação de marketing deve ser lucrativa e resolutiva, ainda mais quando envolvemos agentes externos como influenciadores na ação. Então será interessante avaliar e mensurar os resultados da campanha, para poder planejar a próxima com mais precisão.

Existem muitas empresas que evoluíram suas estratégias para convertê-las em storydoing. Aqui deixamos algumas das campanhas mais famosas para que você veja como abordar suas próximas ações do ponto de vista do envolvimento do usuário.

  • Red Bull. Você se lembra do salto da estratosfera? Este evento patrocinado pela Red Bull fez com que todos ficassem ligados na TV, nas redes ou na transmissão por streaming no YouTube para acompanhar o evento. Você consegue imaginar uma ação global mais poderosa envolvendo tantos milhões de usuários e se identificando com o espírito aventureiro de uma marca?
  • NorthFace. A campanha foi chamada de Seek no shelter e foi uma colaboração entre a North Face e o Spotify. A ideia era anunciar sua nova linha de roupas para chuva e, para isso, criaram uma canção que só poderia ser escutada no Spotify em dias chuvosos, portanto o usuário tinha que ficar atento se não quisesse ser o único a não escutar a música em questão.
  • Coca-Cola. Não poderia faltar nessa lista de empresas a Coca-Cola, mundialmente conhecida por fazer campanhas que apelam às emoções. Neste caso, deram um passo além e criaram a campanha Second Lives, na qual deram uma segunda vida às suas garrafas criando 16 novos produtos. Economia circular e usuários que nela colaboram; você consegue pensar em algo melhor para se fazer com uma garrafa?

Como você pode ver, tanto o storytelling quanto o storydoing são duas boas estratégias se o seu objetivo é melhorar o relacionamento com os clientes. Para iniciá-los, analise bem sua buyer persona e tenha claro o que você quer contar, de forma transparente, sobre sua empresa: origens, equipe, valores, histórias, tudo o que lhe faça parecer mais humano e lhe ajude a se conectar com os usuários.

Com isso em mente, você só precisa desenvolver os roteiros de suas histórias e ações, e colocar sua criatividade e empatia em ação para se conectar com as emoções dos usuários. E você, já utilizou alguma dessas estratégias?CTA - Post - Vertical- DesktopPublicado em 19 de agosto de 2022.

Revisado e validado por Jalusa Lopes, Country Manager da InboundCycle Brasil.

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